quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Feira Popular


Ontem, nas minhas deambulações pelas ruas de Lisboa, passei pelo espaço onde existia a antiga Feira Popular, neste momento espaço preenchido temporariamente por um circo.

Independentemente de se o espaço antigo era o melhor ou não, a nossa “disneyland” era um espaço onde todos nós gostávamos de estar, passar uma excelente tarde, no meio de tanta diversão e cor. Quantas vezes os jantares de aniversário não eram marcados na Feira Popular…

Depois de tanta polémica em volta da Feira Popular e de promessas de construção de uma nova algures na parte nova de Lisboa, pergunto, onde está ela?

Porque ontem me senti triste por não poder partilhar com os meus filhos uma aventura na Feira Popular? Será que para isso temos que ir viajar até ao país vizinho para ter essa possibilidade? É assim tão difícil voltar a ter uma nova Feira Popular ou continuaremos a ser brindados com as torres de betão, sem um único espaço de lazer?

Vivemos numa época diferente, em que muita coisa mudou, em que devido ao avanço da tecnologia todos temos acesso a coisas novas, brutais, cinema 3D, Play Station em vez do Spectrum, portáteis em vez do Commodore Amiga 1200, Blu-ray em vez do VHS mas… eu acho que eles ficam a perder muito por não terem conhecido a “nossa” Feira Popular.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

“Barrilmóvel”


Esta semana aconteceu algo que por vezes nos acontece quando carregamos material dito “perigoso” ou “frágil” na nossa viatura.

Eis que um dia destes, a caminho de casa, uma maravilhosa garrafa de espumante , neste caso Raposeira (pode ser que ganhe alguma coisa com a publicidade….), decidiu ter vida própria e eis que a rolha saiu disparada em direcção à embalagem do óleo Repsol e do chapéu de sol que habita no porta bagagens.

Conclusão, porta bagagens regado com espumante… até aqui nada de anormal a não ser que passados alguns dias, o dito carro ainda cheira a adega, ou melhor, às caves Raposeira!

Quer isto dizer que neste últimos dias normalmente chego ao trabalho ou a casa, completamente embriagado, ou seja, com a bela da moca. Tive sorte que até agora não fui mandado parar para soprar no balão pois bastava a autoridade se aproximar com o aparelho do meu carro e facilmente chegaria aos 2.0 ou 2.5 de taxa de alcoolemia, sem ser preciso soprar!!!

Assim todos os dias quando chego ao carro já vou ressacado do dia anterior mas como dizem que nestes casos de ressaca se deve beber do mesmo do dia anterior, então fico curado logo que entro no carro e também novamente embriagado.

Nestes dias também tenho notado que todos nós que vamos no carro ou vamos todos extremamente eufóricos ou terrivelmente calados e sonolentos, no fundo as duas características de quem está “com elas calçadas”.

Não queria deixar de partilhar esta minha semana de “barrilmóvel” e de que a frase “se conduzir não beba” não abrange todos as situações possíveis e imaginárias no que diz respeito à bebida pois neste caso não é bem “beber” mas sim “snifar” álcool.



Kanikosen- O Navio dos Homens

Sinopse

«Vamos até ao inferno.» Começa assim a história do Hakko Maru - um pesqueiro que parte para a faina nas águas gélidas do Kamchatka - e da sua tripulação: um grupo diversificado de lobos-do-mar curtidos e arruinados pela bebida e pelas mulheres, estudantes universitários em dívida com o Estado e camponeses pobres.

O patrão da expedição pesqueira força os tripulantes a trabalhar até ao esgotamento e aplica-lhes castigos brutais. Espalham-se as sementes da revolta e rebenta o inevitável motim.

Kanikosen - O Navio dos Homens é um clássico da literatura japonesa. Foi publicado pela primeira vez em 1929 e recentemente surgiu nas listas dos livros mais populares porque os leitores modernos identificaram-se com as humildes personagens que protagonizam este romance."

O Navio dos Homens e de uma forma resumida, relata a história de um grupo de marinheiros que trabalha num navio pesqueiro em condições sub-humanas devido às ordens de um patrão que os obriga a trabalhar até quase à exaustão aplicando castigos muito severos e brutais a quem não segue as regras/ordens. Muitos acabam por ceder e a morte e o suicídio é o destino que os espera e a única solução para os mais fracos.

Como acontece em muitas situações como esta e daí também uma relação com o nosso mundo actual em que se procura o lucro a qualquer preço, a revolta acaba por ter como resultado um motim a bordo, no fundo uma manifestação de desagrado contra as condições precárias de trabalho e também os maus tratos.

Acaba por ser um livro inquietante com descrições brutais de um ambiente também brutal e cruel.


Uma dúvida...


ISTO AINDA É O BLOGUE DOS CINCO?


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um "post" de sonho...



"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."

William Shakespeare

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Blog Memória...

Alguém se lembra de "Conan - O Rapaz do Futuro"??
Desenhos animados brutais... "japonas" para não variar mas um espectáculo.
Ainda me lembro do seu amigo Jimsy, outro grande cromo...

Pesquisei um pouco e quem fez estes desenhos animados foi um tal de Hayao Miyazaki, que na altura não me dizia nada mas que hoje em dia seria facilmente conhecido para quem viu o filme "O Castelo Andante", um filme animado muito giro.

Mas o que me surpreende mais nisto é o seguinte: Supostamente Conan vivia no ano 2008, sim, à 2 anos atrás. A Humanidade enfrentava a ameaça da extinção.

Como à 30 anos atrás as pessoas pensavam que ia ser a Humanidade.

Passaram 30 anos e ... ONDE ESTÁ O CONAN? Em que escola anda? Quero conhecer este puto...

Tenho pena de não viver até ao Séc. XXV para conhecer o Capitão Buck Rogers e o robôt Twiki!!!

Tsss... Nem vou falar do espaço 1999!!! Outra série que nos enganou... A Lua a ser lançada para fora de órbita por uma explosão nuclear!! Base Lunar chamada Alpha??? Umas armas muito "abichanadas" que largavam um raios?? Já nem na loja dos "chinas" isso se vende... E as naves??? Até a nossa Força Aerea tem "naves" mais modernas... mudança do Milénio? "Bug" do Milénio com as datas...isso sim é que era uma ameaça para os nossos sistemas.

Mas... Onde está o Conan? Esse chavalo é que tem pinta...

?

Fico sempre num dilema quando digo "sinto a tua falta..." ou "tenho saudades tuas..."!

Porquê? Porque ás vezes é dificil definir o que estamos a sentir num determinado momento.

Para mim "saudade" é muito mais forte que "sentir falta de" e podia mesmo dizer que saudade é o conjunto de muitos "sentir falta de...".

A saudade é algo mais abrangente e o sentir falta algo mais ... de momento!!
Num determinado momento podemos sentir falta de alguma coisa mas é naquele momento, porque nos fez recordar alguma coisa, alguém, um sítio especial!!!
Saudade não... é um vazio que fica e que não se resume apenas a um momento!!
Mas às vezes é complicado porque tenho saudades e naquele momento sinto a falta de.... mas o que dizemos? Tenho saudades tuas? Sinto a tua falta? Ou tenho saudades tuas e tenho sentido a tua falta?

Ou então...

Sinto a tua falta porque tou cheio de saudades tuas ou tou cheio de saudades tuas e por isso sinto a tua falta???

Porquê esta conversa???

Porque...

TOU CHEIO DE SAUDADES TUAS E FAZES FALTA...
:)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

spira mirabilis

Ainda me estou a ajustar ao ritmo alucinante a que agora estou sujeita. Depois de 8 horas de trabalho (tudo, menos sossegadas) seguem-se, todos os dias,  5 horas de "partilha de conhecimento" que só me permitem o regresso a casa, qual Cinderela, depois da meia-noite. 
Contrariamente à maioria das pessoas que andam nesta "spira mirabilis",  uso a leitura para "desligar" o meu pequeno cérebro e conseguir alhear-me das 30 toneladas de matéria que tenho para digerir e processar.  Como é que consigo? Não sei? Leio porque gosto  e necessito mesmo de usar um pouco, do pouco tempo que ainda tenho, para dedicar a esse pequeno prazer.
Assim, entre 5 frequências, 2 mini-testes, aulas de dúvidas ao sábado e um trabalho de 20 páginas sobre o qual nem um parágrafo consigo escrever, consegui ler "Marina" - o último livro (primeiro a ter sido escrito) de Zafón.


" (...) Marina, tal como a obra que consagrou Zafón, é um romance mágico de memórias, escrito numa prosa ora poética ora irónica, assente numa mistura de géneros literários (entre o romance de aventuras e os contos góticos) e onde o passado e o presente se fundem de forma inigualável.
Classificado pela crítica como «macabro, fantástico e simultaneamente arrebatador», Marina propõe-nos uma reflexão continuada sobre os mistérios da condição humana através do relato alternado de três histórias de amor e morte.
Ambientada na cidade de Barcelona, a história decorre entre Setembro de 1979 e Maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o protagonista, recorda a força arrebatadora do primeiro amor e as aventuras com Marina, recupera as anotações do seu diário pessoal e revisita os locais da sua juventude."
Kat