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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desenhos Animados de uma vida #2

Vamos recuar até 1980, altura dos Jogos Olímpicos de Moscovo... Alguém se lembra da Mascote desses jogos?

Sim?
Não?
Pensem lá um bocadinho... Hummm!!!

Ok, eu ajudo!!

Chamava-se MISHA, e deu origem à série "O Pequeno urso Misha".

Recordo estes desenhos animados e a dupla Misha e Natasha, que como em qualquer série de desenhos animados, iriam viver grandes aventuras juntos.

Como acontece com a grande parte dos desenhos animados das últimas décadas, estes também foram produzidos pelos Japoneses e estrearam em Portugal por volta de 1982.

Recordo também que fiz a colecção de cromos, aliás, como acontecia com a maior parte das séries televisas, "intervaladas" com as coleções de cromos da liga portuguesa, do Europeu ou do Mundial. Bons tempos em que passávamos horas a trocar cromos e em que as coleções eram na realidade difíceis de acabar pois havia sempre "aquele" cromo raro. Hoje em dia não é assim...

Aqui vai o genérico...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Desenhos Animados de uma vida #1

Para que este blogue continue a ter vida resolvi criar mais uma rúbrica: "Desenhos Animados de uma vida" onde vou relembrar muitas das séries que fizeram parte da nossa vida e da nossa infância.

Não quer dizer que as séries de agora não sejam engraçadas, bem feitas, tecnologicamente mais atrativas, mas estas tinham qualquer coisa de especial.

Sendo eu um fã incondicional da personagem que vos vou falar, sem dúvida, a minha personagem preferia, teria que começar pelo "Tom Sawyer".

Tom Sawyer é a personagem principal dos livros infantis “As Aventuras de Tom Sawyer” de Mark Twain (1835-19100).

As aventuras de Tom numa pequena cidade nas margens do Rio Mississipi na companhia do seu amigo Huckleberry Finn são inesquecíveis para além da bastante hilariantes. Quem não desejou pelo menos uma vez na vida ser o Tom Sawyer...

Para além de Tom e Huck, tínhamos também a Tia Polly, o seu irmão Cid ou a "irresistível" Becky, a paixão de Tom.

A série estreou em Portugal em 1982 e hoje em dia é repetida em vários canais provando que estes desenhos animados são intemporais.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Everybody wants to rule the World

Porque é uma das minhas músicas preferidas...
E porque o título ainda reflete o que se passa no mundo, inclusivé no nosso cantinho á beira mar plantado!!

"Everybody wants to rule the World"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Como conseguimos sobreviver?

Retirei este texto que estava "espalhado" por vários slides de uma qualquer apresentação que recebi um dia destes. Fiz uma compilação e juntei tudo num único texto.
É interessante e é algo que já discutimos várias vezes!!!


"Responde a uma coisa...

Tu que tiveste a tua infância durante os anos 60, 70, 80 ...
Como podes ter sobrevivido?
Afinal de contas...
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem airbag!!
Íamos soltos no banco de trás aos saltos e na galhofa.... E isso não era perigoso!
As camas tinham grades e os brinquedos eram multicores com pecinhas que se soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas” contendo chumbo ou outro veneno qualquer.
Não havia trancas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
Andávamos de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras...
Bebíamos água em potes de barro, da torneira, duma mangueira, ou duma fonte e não águas minerais em garrafas ditas “esterilizadas”.

Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolamentos e aqueles que tinham a sorte de morar perto duma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham economizado a sola dos sapatos, que eram usados como travões...
Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.

Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer. Não havia telemóveis... Os nossos pais não sabiam onde estávamos! Era incrível!
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar a casa.
Quando tínhamos piolhos a nossa mãe lavava-nos a cabeça com Quitoso e com um pente fininho removia a piolhada toda.

Braço engessados, dentes partidos, joelhos esfolados, cabeça rachada
Alguém se queixava disso?
Todos tinham razão, menos nós ...
Comíamos doces à vontade, pão com Tulicreme, bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade, brincávamos sempre na rua e éramos super activos ...
Quando comprávamos aqueles tubinhos de Fá naquela mercearia da esquina, vinha logo o pessoal todo a pedir um “coche” e dividíamos com os nossos amigos. Bebiam todos pelo mesmo tubinho e nunca ninguém morreu por isso ....
Quem não teve um cão?
Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema nenhum!
Banho quente? Champô?
Qual quê! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregava-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa!

Algum cão morreu ou adoeceu por causa disso?

A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms da nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, muitas vezes com a baliza sinalizada por duas pedras... Ás vezes quando éramos muitos tínhamos que ficar de fora sem jogar nem ser substituído... mas nem era o “FIM DO MUNDO”!

Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperactividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!

As nossas festas eram animadas por gira-discos , a fazerem aqueles cliques da agulha a deslizar nos discos de vinil. As bebidas, eram claro, a deliciosa groselha com cubinhos de gelo.

Tínhamos:

Liberdade,
Fracassos,
Sucessos
e
Deveres.

...e aprendíamos a lidar com cada um deles!
A única verdadeira questão é:
Como conseguimos sobreviver? E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?

Sem dúvida vão responder que era uma chatice, mas ... Como éramos felizes!!! "

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Como o tempo passa...

A actriz brasileira Dirce Migliaccio, a primeira Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo, morreu ontem no Rio de Janeiro aos 76 anos.
Dirce ficou mais conhecida por ter interpretado em 1977 o papel de Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Este post não tem o objectivo de noticiar este triste acontecimento mas mostrar que os anos passam mesmo depressa.

Ainda "ontem" estava a ver o Sítio do Pica-Pau Amarelo e hoje, passados 30 anos, recordamos uma das suas principais personagens e verificamos que a "Emília" já tinha 76 anos!!!!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Viagem através das palavras



Normalmente dizemos que quando lemos um livro que viajamos através das palavras pois somos levados por sítios, locais e paisagens que nunca antes visitámos.

Mas e se forem as próprias palavras a fazerem uma viagem?
Estávamos em 1965 em plena guerra colonial... Algures no norte de Angola, um quartel de soldados portugueses aproveitava o silêncio das balas e do conflito para instruir os seus soldados!! Neste caso aulas de Inglês...

O professor, um Alferes da companhia, era neste caso o mais “graduado” na sala apesar de na prática um Alferes ser um posto de oficial subalterno, ou melhor, a primeira patente de oficial nas Forças Armadas. Mas naquele caso, era o Professor!!!

A guerra podia deixar marcar profundas nos homens que nela combatiam mas isso não impedia que os que dela sobrevivessem voltassem mais homens, mais instruídos e ... a falar inglês!!!

Um certo dia esse Alferes foi baleado em combate e quis que esse ferimento o fizesse voltar a casa... um dos seus alunos herdou o livro deixado pelo professor.
Guardou-o religiosamente apesar de as aulas não terem seguido o rumo normal pois o professor não pôde continuar as aulas.

Este soldado, filho da terra e de gente humilde, guardou aquele precioso troféu, não só para se recordar de uma época da sua vida, apesar de estar ligada a uma guerra, mas porque pensou que um dia poderia aprender aquela língua difícil de entender para quem “só” tinha a 4ª classe. Para o dia-a-dia pouco ou nada serviria pois trabalhava atrás de uma balcão e as pessoas que atendia nem a 1º classe tinha, fruto de muitos novos aprenderem a arte de trabalhar a terra.

Um dia, seu tio e respectivas primas resolveram emigrar tal como aconteceu com milhares de pessoas por este país fora. A busca por uma melhor vida, melhores condições era superior à dor da partida, à saudade e o facto de irem para um país diferente, uma cultura diferente, uma língua diferente...
O tal soldado, agora homem feito, lembrou-se que tinha trazido da guerra um livro de Inglês e que poderia servir muito bem para que o seu tio e primas aprendessem inglês e assim ajudá-los a uma melhor integração.
E assim foi... o livro partiu, juntamente com a pouca roupa que ambos tinham, algures numa mala, quem sabe, de cartão!
Passaram-se anos e anos...
Quis o destino que uma dessas primas, à mais de 30 anos no estrangeiro, resolvesse fazer algo que muitas vezes fazemos...dar uma arrumação no sotão!!!
No meio de muita coisa inútil e já coberta de pó encontrou o tal livro de Inglês. De quem seria??
Na contra-capa lá estava: “José Carlos – Angola - 20.02.1965” , o seu primo!
Aproveitando as férias de Verão e quando milhares de emigrantes vêm matar as saudades da sua terra Natal, resolveram trazer o livro e entregá-lo ao seu dono, que já nem se lembrava do dito livro.

Esse dia já está registado na contracapa: “Regressou à minha posse em 20.07.2009”...
44 ANOS DEPOIS!!!
44 anos de um livro que já viajou por países e gerações diferentes...
44 anos de um livro repleto de palavras que foram "chaves" que abriram portas para uma vida melhor, ajudando a ultrapassar obstáculos, criando ilusões, abrindo portas na sociedade, oportunidades, estabelecendo relações!!!

Diz-se que os livros são intemporais e que marcam muito a forma de pensar das pessoas . Este não é propriamente um livro que narra um história mas sim que nos ensina a comunicar numa determinada língua mas no entanto é um livro repleto de histórias para contar e que agora regressa a casa!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Verão Azul

Estes últimos dois fins de semana tenho estado agarrado à televisão entre as 14 e as 15 da tarde, naquela horita pós-praia em que a preguiça e a sonolência atacam ferozmente.
Neste momento uma grande dúvida percorre as vossas cabeças: Qual será o canal?

Sport TV? Eurosport? Axn? Fox Life? Boomerang? All Jazeera?

Naaaaaaaaaaaaaa...

RTP Memória... ui!!!
Loucura de canal! Não... Não ando a rever o TV-Rural ou quem sabe o Badaró!!!
Nada disso...
O Verão Azul!!!





Quem não se lembra do Verão Azul?
Aliás, como eu li algures num outro blogue:
"Quem não conhece o Verão Azul merece morrer.
Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira.
Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. lol... "

O início dos anos 80 ficam pra sempre marcados por esta série e tem sido muito bom revê-la.
Ainda este fim de semana fartei-me de rir com Tito e Piranha, os mais novos do grupo mas os mais engraçados!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Vasco Granja


Vasco Granja (Campo de Ourique, 10 de julho de 1925 - Cascais, 4 de Maio de 2009) foi um apresentador de televisão português, reconhecido pelo seu grande contributo para a divulgação da animação e da banda desenhada em Portugal.
Em 1974, deu início a um novo programa de televisão, denominado "Cinema de Animação", na RTP, que viria a durar 16 anos, com mais de mil programas transmitidos. Nesses programas, dava a conhecer a animação de todo o mundo, desde aquela que era realizada nos países do leste da Europa, até à proveniente da América do Norte. Pretendia, com o seu programa, divulgar, para além da própria animação, uma mensagem de paz, que considerava estar presente em muitos dos filmes da Europa de Leste que transmitia.
Em 1975, criou um curso de cinema de animação, a partir do qual viria a nascer a Associação Portuguesa de Cinema de Animação.
Permaneceu na RTP até 1990.
No decorrer dos anos 50, durante o regime fascista em Portugal, associou-se ao movimento cineclubista. Em Lisboa, participava no aluguer de salas e na projecção de filmes obtidos através das embaixadas, em formato de 16 milímetros. Os filmes tinham sempre que passar pela censura. Apesar disso, conseguiam mostrar filmes do neo-realismo italiano. Em 1952, foi detido pela PIDE, em consequência do dinheiro dos bilhetes para os filmes se destinar a financiar o movimento de resistência ao regime do Estado Novo. Esteve preso durante seis meses, na prisão do Aljube.
Este foi o contributo de um homem, que apesar de ter estado preso várias vezes manteve sempre o seu ar bonacheirão, simpático, dando sempre a sensação que nada o transtornava porque o que era mais importante era mostrar a sua paixão pelo cinema e em particular o desenho animado.

A ele o meu bem haja.
Muito obrigado!