naturalmente
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Friends Will Be Friends
"Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, degrandes chuvas e das recordações da infância.
Preciso de um amigo para não enlouquecer, para contar o que vi de belo e tristedurante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.Deve gostar de ruas desertas, de poças d´água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já tenho um amigo.
Preciso de um amigo para parar de chorar. Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que me chame de amigo, para que eu tenha a consciência de que ainda vivo"
Vinícius de Moraes
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Literatura no Masculino #1
Aqui neste post, combinei comigo própria que durante o mês de Fevereiro, estaria atenta ao que lêem os seres portadores de "Cromossomas Y's" que comigo viajam nos transportes. Assim, em jeito de contabilidade semanal, contei durante este 5 dias, 14 homens leitores contra 17 mulheres leitoras.
De acordo com o seguinte quadro, podemos a variação durante a semana:
Dia Homens Mulheres
dia 1 2 2
dia 2 3 2
dia 3 1 3
dia 4 5 6
dia 5 3 4
Ora, relativamente ao levantamento dos títulos escolhidos e respectivos autores, tem-se revelado uma tarefa verdadeiramente difícil. Quase me vejo em altas perseguições e espreitadelas incómodas só para conseguir ver o título, a capa ou qualquer indício que me aproxime de uma pista do que estão a ler.
Das observações conseguidas verifiquei que "eles" andam a ler:
- Calhamaço sobre a II Guerra Mundial, de Martin Gilbert
- Berlin Alexanderplatz, um romance de Alfred Döblin
- Stieg Larsson, não consegui ver o título
- 2666, Roberto Bolaño
- A Maior Batalha Naval do Mundo, acho que era este o título
- Revista National Geographic
- Revista Times
Até agora consensual só mesmo os autores Stieg Larsson e Roberto Bolaño, que ambos os géneros escolheram.
Então? No mínimo interessante ...
Kat
Então? No mínimo interessante ...
Kat
Parabéns... atrasados!!!
Vamos fazer de conta que hoje é dia 3 de Fevereiro...pode ser??
Tudo pronto?
Estão todos dentro do espírito?
Aqui vai...
Tudo pronto?
Estão todos dentro do espírito?
Aqui vai...
PARABÉNS COLETTE
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Cal
Este autor consegue fazer-nos sentir realmente o que escreve e desperta em nós emoções e sentimentos que nos fazem reflectir reavivando memórias há muito adormecidas.
Em cada história deste "Cal", sente-se como ele verdadeiramente ama o seu Alentejo.
Em cada história deste "Cal", sente-se como ele verdadeiramente ama o seu Alentejo.
Ana sabia que a burra não valia muito dinheiro. As mãos de Ana eram velhas. Os dedos eram grossos e tinham riscos feitos pela lâmina da navalha de retalhar azeitonas. As palmas das mãos eram grossas e tinham o toque da superfície serrada de um tronco. As mãos do velho Durico eram magras e escuras. As costas das mãos, quando as estendia debaixo de um candeeiro de petróleo, eram suaves. As unhas eram certas por serem cortadas com uma navalha, à noite, quando a fogueira lhe iluminava o rosto. As palmas das mãos cheiravam a terra castanha e a fumo. As mãos de Ana passaram a corda para as mãos do velho Durico. As mãos do velho Durico pousaram duas notas nas mãos de Ana. A corda na mão do velho Durico era pesada e áspera, quando a puxava havia um movimento do corpo da burra que o seguia. Com aquela corda, puxava um corpo. As notas na mão de Ana eram muito leves, como se fossem feitas de teias de aranha, como se fossem uma camada de pó ou qualquer coisa invisível. Ana, o anjo e a cadela entraram nas ruas da vila, atravessaram-nas e, quando chegaram à estrada do monte, sabiam que havia um lugar dentro deles, o interior de uma gota de chuva, onde faltava algo que tinham perdido para sempre.
Excerto de Cal, de José Luís Peixoto
Kat
Voar...
Eu queria ser astronauta
o meu país nao deixou
Depois quis ir jogar á bola
a minha mãe nao deixou
Tive vontade de voltar a escola
mas o doutor nao deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
aquela dor nao deixou.
Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta ...e voar
O meu quarto é o meu mundo
o ecrã´n é a janela
Nao choro em frente á minha mãe
eu que gosto tanto dela
Mas esta dor nao quer desaparecer
vai-me levar com ela
Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta....e voar
Acordar meter os pés no chão
Levantar e dar o que tens para dar
Voltar a rir,voltar a andar
Voltar Voltar
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Voltarei
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
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